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quinta-feira, 27 de março de 2008

Review Música: Catarse e a Donzela



Domingo, dia 2 de março de 2008.

Mais de 37 mil pessoas lotam o estádio Palestra Itália, não para ver o clássico entre Corinthians x Palmeiras, que acontecia do outro lado da cidade, mas para ver o Iron Maiden.

A movimentação do show começou muitas horas antes do espetáculo começar, tanto é que muitos bares já não tinham mais cerveja no meio da tarde, tamanha a sede do público.

Após algumas boas horas de espera, X-burgers de qualidade duvidosa e cervejas a preço abusivo. São Pedro, olhou lá de cima e disse:

- Vou fuder esses caras!

E como uma criança que não consegue segurar o xixi na estrada, descarregou uma curta, porém intensa chuva de verão sobre nossas cabeças.

A chuva serviu apenas para refrescar e para anunciar a chegada do Todo Poderoso: Bruce! (nada de Jim Carrey e os peitões da Jenniffer Aniston). Mas Bruce Dickinson e uma extraordinária coleção de clássicos oitentistas para fã nenhum botar defeito.


Abrindo o show com o discurso de Churchill (um dos mais marcantes da segunda guerra), que serviu para arrepiar e preparar o público para a fantástica setlist que iniciou com "Aces High", com os vocais poderosos, que confirmam Bruce Dickinsoncomo um dos melhores vocalistas de todos os tempos. Seguida pela virtuosa "2 Minutes to Midnight" e pela "Revelations" (que não era tocada ao vivo há muito tempo).
E mais rápido que as modelos da Victoria's Secret, Bruce troca de roupa para cantar a enérgica "The Trooper". O show a partir daí, fica cada vez melhor, e tem em um de seus pontos mais altos a épica "Rime of The Ancient Mariner", com quase 15 minutos, proporcionando o mais belo momento do show, quando o público acendeu seus isqueiros do novo século, abrindo os celulares e agitando-os no ar, criando um mar de luzes dentro do estádio.

Resolvi tomar mais uma cerveja para pensar menos e me aprofundar mais na experiência, e vi um enorme grupo de fãs subir ao palco para cantar junto da banda "Heaven can Wait", uma das agradáveis surpresas do show.

Seguida do primeiro filho bastardo da noite "Fear of The Dark", a música que os fãs mais hardcore adoram dizer que não gostam (muito em parte por ela ter virado um hit fora do mundo metal). Mas não tem jeito, foi uma das músicas mais aclamadas pelo público, celebrando a primeira música fora do grupo de álbuns celebrados pela turnê.
Em seguida a "Run to the Hills" injetou um pouco mais de adrenalina nas veias dos fãs para ouvir o segundo e último bastardo "Iron Maiden", faixa título do primeiro álbum da banda lançado em 1980, e como tradição um Eddie enorme de quase 4 metros invade o palco para rivalizar com os duelos de guitarra dos três talentosos musicos. Se despedindo e deixando o palco em grande estilo, para voltar em seguida com um bis de três músicas.

"Moonchild", "Clairvoyant" e "Hallowed be Thy Name" fecham a noite e coroam esta como uma das melhores apresentações da banda no país. Fazendo com que o sorriso venha fácil ao rosto mesmo em meio ao aperto da saída.

Um comentário:

Froio disse...

É, bom... eu fui no show.
mas como você sabe que tive OUTRA experiência lá dentro.

quem sabe um dia eu conte.
ou não!

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